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O que a neurociência diz sobre o autoarrependimento?

1. Regiões cerebrais envolvidas no arrependimento:

  • Córtex pré-frontal ventromedial (vmPFC):Responsável por avaliar consequências futuras e pesar escolhas. Pessoas com lesões nessa área têm dificuldade em experimentar o arrependimento.

  • Córtex cingulado anterior: Envolvido no monitoramento de erros e conflitos internos. Ele nos ajuda a perceber quando fizemos "algo errado".

  • Amígdala e ínsula: Ligadas às emoções negativas, como culpa, vergonha e medo – sentimentos que comumente acompanham o arrependimento.

  • Estriado ventral: Associado à recompensa e ao valor das decisões. Quando percebemos que outra escolha teria sido melhor, essa região ativa o sentimento de perda ou frustração.



2. Arrependimento x Aprendizado:

O arrependimento tem uma função adaptativa. Ele nos ensina a evitar erros futuros. Do ponto de vista evolutivo, sentir-se mal por uma decisão equivocada aumenta a chance de tomarmos melhores decisões depois.

🔁 Neuroplasticidade: Quando sentimos arrependimento e refletimos sobre isso, novas conexões neurais podem ser formadas, reforçando o aprendizado.



3. Arrependimento crônico ou paralisante:

Nem sempre o arrependimento é produtivo. Quando ele se torna ruminação, pode ativar circuitos neurais ligados à depressão e à ansiedade. Isso acontece quando:

  • O córtex pré-frontal entra em loop, revivendo a decisão;

  • A amígdala se mantém hiperativa, gerando sofrimento emocional;

  • Há desequilíbrio na produção de dopamina e serotonina, o que prejudica a regulação emocional.


4. Como transformar arrependimento em cura emocional (com base na neurociência):


✔️ Autocompaixão ativa o sistema de calma e regulação emocional (córtex pré-frontal + sistema parassimpático).

✔️ Reestruturação cognitiva, como na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ajuda a reinterpretar decisões passadas de forma mais racional e menos autocrítica.

✔️ Meditação de atenção plena (mindfulness) reduz a atividade da amígdala e aumenta a consciência do momento presente – essencial para não se prender ao passado.

✔️ Expressão emocional consciente, como escrever sobre o arrependimento ou compartilhar em ambientes terapêuticos, reorganiza memórias e ativa a área de linguagem e coerência emocional (área de Broca + córtex pré-frontal).



🌱 Conclusão

O autoarrependimento, pela neurociência, não é apenas sofrimento: é também uma porta de entrada para o crescimento emocional e a evolução do cérebro. Quando acolhido com consciência e autocompaixão, ele se transforma em um instrumento de autorregulação emocional e aprendizado.


🧠 Quando os erros ultrapassam a "normalidade"

Na perspectiva da neurociência e da psicologia, todos erram. Errar faz parte do funcionamento do cérebro humano, especialmente de suas tentativas de adaptar-se, sobreviver e aprender.

Mas há momentos em que a sensação de “errei demais” ou “meus erros não têm volta” se torna insuportável. Nesses casos, os erros:

  • Deixam de ser experiências de aprendizado;

  • Tornam-se pesos emocionais crônicos;

  • Ativam circuitos neurais ligados à culpa, vergonha, punição interna e até autodestruição.


1. Quando o erro se torna traumático ou disfuncional

O erro ultrapassa a normalidade quando:

  • É repetitivo e traz consequências graves (prejuízos afetivos, profissionais, éticos, espirituais);

  • Gera um padrão de autossabotagem crônica;

  • Desencadeia estados emocionais como:

    • Culpa paralisante

    • Vergonha tóxica

    • Auto-ódio

    • Ideias de punição ou não merecimento

  • Afeta funções executivas do cérebro: foco, planejamento, tomada de decisão;

  • Se associa a distúrbios psicoemocionais como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo ou borderline.

❗ Exemplo cerebral: a amígdala (centro do medo e da dor) entra em hiperatividade crônica, enquanto o córtex pré-frontal (área do raciocínio e tomada de decisão) fica inibido. Isso gera reatividade emocional + julgamento severo + paralisia.

2. A neurociência da vergonha e da culpa excessivas

Quando você sente que errou demais e isso se transforma em autoacusação intensa, o cérebro ativa:

  • A ínsula anterior, ligada à percepção do corpo e emoções como vergonha (sinto no corpo).

  • O circuito da dor social, semelhante à dor física.

  • A desconexão da rede de recompensa, dificultando sentir prazer ou esperança.

Essas ativações crônicas afetam:

  • Autoestima

  • Capacidade de perdão

  • Relações sociais

  • Percepção de si mesmo como “digno de amor”


🕊️ Como a cura pode começar – mesmo depois de “erros demais”?

Segundo a neurociência e práticas terapêuticas integrativas:

🔁 1. Reprogramação emocional:

Você pode ensinar seu cérebro a interpretar o erro de outra forma. Isso envolve:

  • Autocompaixão (ativa o sistema de calma e reestruturação);

  • Neuroplasticidade: o cérebro é capaz de se reorganizar quando há perdão, reflexão e autorresponsabilidade;

  • Ritualização do recomeço – espiritual e neuralmente potente.


🧘 2. Mindfulness e compaixão:

Reduz o ruído do sistema límbico (emoções intensas) e fortalece o córtex pré-frontal (decisões conscientes). Isso regula:

  • Culpas do passado;

  • Catastrofizações do futuro;

  • Apegos ao erro.


✍️ 3. Escrita terapêutica e reconexão com a dor:

Permite reorganizar memórias. O cérebro transforma uma experiência confusa e dolorosa em narrativa coerente – o que facilita o encerramento e o recomeço.


🌿 4. Ritual de autoabsolvição consciente:

Rituais ativam circuitos profundos de liberação e reconexão. Eles falam com o inconsciente (onde os padrões de culpa vivem). Procurem rituais de autoabsolvição em grupos terapêuticos.


 
 
 

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